
Durante o período do XIII SEMOC (Semana de Mobilização Científica),realizada pela Universidade Católica do Salvador-UCSAL, que teve como tema principal Economia e Vida: Convergências e Divergências foram disponibilizadas para professores, alunos e funcionários diversas atividades, tais quais, palestras, conferência, mesas-redondas, painés, minicursos, etc. De forma subjetiva, eu, Luciene Costa Ribeiro, estudante de Direito da Universidade Católica do Salvador farei um relato a respeito da minha participação nessa atividade de trabalhos científicos. Inicialmente, é impossível, como diz o ditado, estar no mesmo lugar ao mesmo tempo, logo tentei ao máximo conciliar meus horários semanais (de aula) e compromissos pessoais com as palestras do SEMOC. Sendo assim, participei de dois minicursos e duas palestras. O primeiro minicurso tinha como tema a tríade retórica de Aristóteles à contemporaneidade com os professores Maria José Campos e João Antônio de Santana. Nesse minicurso, os professores abordaram a questão do phátos, isso significa basicamente que tipo de reação o ser humano vai provocar nas pessoas na medida em que cometer um determinado gesto, ação. Existe ainda a classificação desses phátos como o phátos encenado, pré-discursivo, discursivo, do auditório. Mais adiante, João Antônio aborda a questão do que venha a ser estereótipo e cita exemplos como: as emoções que as pessoas sentem quando vêem futebol e suas ações voltam-se para duas coisas: cerveja e alegria.Isso é na verdade o que o ser deseja controlar em termo de emoção.Mais adiante há uma explicação sobre o logos em Perelman que é basicamente a existência do real através de como as pessoas a interpretam.,sendo que esses logos têm os seguintes pontos:premissas de argumentação,fatos,verdades,presunções;valores e hierarquias.Em se tratando de argumentos quase lógicos,o professor diz que esse método não trabalha com a verdade absoluta,nas sim fundamenta-se uma premissa,passa a ilusão do ser.Já os demais assuntos comentados durante essa aula ,não abordando todos de forma satisfatória por serem extensos,foram:identidade e definição;reciprocidade;transitividade;inclusão;comparação;;argumento por desperdício ;relação de coexistência;argumentos que fundam a estrutura do real;ilustração;modelo,etc.No término desse minicurso o que mais me interessou de forma satisfatória foi a abordagem feita pela professora Maria José que através do seu método estupefante ,de falar em grego para seu público,explicou sobre a arte da persuasão e do convencimento segundo Aristóteles.Segue abaixo uma citação desse filósofo:
Consegue-se a persuasão por efeito do caráter moral, quando o discurso procede de forma a deixar a impressão de ser orador digno de confiança. É preciso também que este resultado seja conseguido pelo discurso sem que interfira qualquer preconceito favorável ao caráter do orador.”(ARISTÓTELES, Arte Retórica, p.14, livro 1.)
No segundo minicurso assistido por mim que teve como foco a família: produção acadêmica, pesquisa e perguntas com os professores Isabel Maria e José Menezes. Não sei informar se o professor Menezes esteve presente nessa aula, pois cheguei atrasada e, portanto só obtive diálogos da professora Isabel Maria. Essa inicialmente argumentou que cada família tem dois mecanismos de relação, um que é o expulsar o filho para o mundo e o outro que é arremessá-lo para esse então construir seu próprio projeto de vida. A família, em síntese seria um espaço de formação da pessoa na sua complexidade original e ainda nisso a estudiosa afirma que o processo de educação se dá tanto nesse âmbito familiar como nos diversos outros espaços vivenciados pelos indivíduos, tais quais, escola, futebol, etc. Pois a cada local que pisamos construímos um processo de relacionamento consigo próprio e com o outrem. A seguir, Isabel Maria aborda a questão da criança e do adolescente a partir de referências como o art. 227 que diz que é dever da família, sociedade e Estado garantir o direito da criança e do adolescente pondo-o a salvo crueldades, ou seja, tudo que possa ferir os direitos e garantias da pessoa humana não se tolera. Assim, em 1948 surge a declaração dos direitos humanos, mas que não foi abordado nela princípios fundantes para a proteção da criança e do adolescente. Sendo assim, houve a criação do primeiro documento do mundo da criança e do adolescente (1824) que teve como lema: save the children. Conclui-se que essa palestra teve como objetivo discutir aspectos conceituais e metodológicos relativos à família, ampliando a relação interdisciplinar que o tema evoca. Já nas palestras história e cultura e a filosofia e processos formativos, a forma de apresentar dos palestrantes foram dessemelhantes das vistas no minicurso, visto que o esquema foi assim; vinte minutos de oratória, ou seja, o palestrante falaria durante vinte minutos e subseqüente a isso, o debate por cinco minutos, onde os ouvintes tinham o livre arbítrio de perguntar o que bem entendessem. Se se tratando no aspecto de conteúdo irei falar primeiramente sobre a palestra história e cultura. Essa durante três horas abordou subtemas diferenciados onde cada palestrante demonstrou contribuições significativas para os apreciadores de história em quadrinhos, samba, reggae, história etc. De forma bastante resumida em relação ao primeiro palestrante chamado Sávio Queiroz, pude perceber que ele tratou de forma contundente e interessante toda a trilogia das revistas em quadrinhos desde os tempos remotos até a contemporaneidade, mas através de uma associação com o contexto histórico que foi elaborado cada revista em quadrinho pelas editoras. A partir daí, Sávio relata para nós todas as cidades fictícias das histórias, as fantasmagorias existentes nelas e suas principais ideologias.
Consegue-se a persuasão por efeito do caráter moral, quando o discurso procede de forma a deixar a impressão de ser orador digno de confiança. É preciso também que este resultado seja conseguido pelo discurso sem que interfira qualquer preconceito favorável ao caráter do orador.”(ARISTÓTELES, Arte Retórica, p.14, livro 1.)
No segundo minicurso assistido por mim que teve como foco a família: produção acadêmica, pesquisa e perguntas com os professores Isabel Maria e José Menezes. Não sei informar se o professor Menezes esteve presente nessa aula, pois cheguei atrasada e, portanto só obtive diálogos da professora Isabel Maria. Essa inicialmente argumentou que cada família tem dois mecanismos de relação, um que é o expulsar o filho para o mundo e o outro que é arremessá-lo para esse então construir seu próprio projeto de vida. A família, em síntese seria um espaço de formação da pessoa na sua complexidade original e ainda nisso a estudiosa afirma que o processo de educação se dá tanto nesse âmbito familiar como nos diversos outros espaços vivenciados pelos indivíduos, tais quais, escola, futebol, etc. Pois a cada local que pisamos construímos um processo de relacionamento consigo próprio e com o outrem. A seguir, Isabel Maria aborda a questão da criança e do adolescente a partir de referências como o art. 227 que diz que é dever da família, sociedade e Estado garantir o direito da criança e do adolescente pondo-o a salvo crueldades, ou seja, tudo que possa ferir os direitos e garantias da pessoa humana não se tolera. Assim, em 1948 surge a declaração dos direitos humanos, mas que não foi abordado nela princípios fundantes para a proteção da criança e do adolescente. Sendo assim, houve a criação do primeiro documento do mundo da criança e do adolescente (1824) que teve como lema: save the children. Conclui-se que essa palestra teve como objetivo discutir aspectos conceituais e metodológicos relativos à família, ampliando a relação interdisciplinar que o tema evoca. Já nas palestras história e cultura e a filosofia e processos formativos, a forma de apresentar dos palestrantes foram dessemelhantes das vistas no minicurso, visto que o esquema foi assim; vinte minutos de oratória, ou seja, o palestrante falaria durante vinte minutos e subseqüente a isso, o debate por cinco minutos, onde os ouvintes tinham o livre arbítrio de perguntar o que bem entendessem. Se se tratando no aspecto de conteúdo irei falar primeiramente sobre a palestra história e cultura. Essa durante três horas abordou subtemas diferenciados onde cada palestrante demonstrou contribuições significativas para os apreciadores de história em quadrinhos, samba, reggae, história etc. De forma bastante resumida em relação ao primeiro palestrante chamado Sávio Queiroz, pude perceber que ele tratou de forma contundente e interessante toda a trilogia das revistas em quadrinhos desde os tempos remotos até a contemporaneidade, mas através de uma associação com o contexto histórico que foi elaborado cada revista em quadrinho pelas editoras. A partir daí, Sávio relata para nós todas as cidades fictícias das histórias, as fantasmagorias existentes nelas e suas principais ideologias.
No segundo tempo houve uma discussão sobre cultura musical no Estado Novo. Dessa passagem, pude absorver como idéia importante a questão do samba que foi considerado nesse momento histórico como um estilo de música que não era tão valorizado quanto à música erudita. E o mais incrível é que o Brasil durante essa Era Vargas implantou um projeto da modernidade que tinha como foco a nacionalização da música erudita. Mas quem vigorou e vigora no país é o samba, mesmo passando por críticas de autores conhecido como Pedro Calmon, José Lins do Rêgo, etc. Já no terceiro tempo de palestra, houve uma abordagem de Carlos Átila que disse a respeito de história e música: o reggae como possibilidade. Na última palestra assistida por mim que foi no auditório da UCSAL, o tema principal foi à filosofia e processos formativos. Não adentrando muito nos detalhes, houve discussões sobre os seguintes subtemas: jogo e dialética grega em Giorgio Colli (Virgínia Gomes); O retorno da ética: o instante e o cuidado como disposições privilegiadas (Leonardo Rangel); Hannah Arendt: a filosofia política na contemporaneidade (Claudia Barbosa); Servidão humana e liberdade de Espinosa (José Adriano Santana). A título de curiosidade, desses subtemas o que mais chamou a minha atenção foi o do palestrante José Adriano que de forma convincente explicou sobre as idéias do filósofo Espinosa a respeito da liberdade.
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