segunda-feira, 24 de outubro de 2011

EDUCAÇÃO E VIRTUDE NA REPÚBLICA DE PLATÃO E ARISTÓTELES



Ah!Que texto magnífico. Como repito reiteradamente: a zetética do conhecimento faz com que sejamos mais críticos, além de nos proporcionar conhecimentos de grandes filósofos que permanecem até hoje nas “grandes academias”. Platão apresenta idéias basicamente no que tange a questão da educação como o único meio de se estabelecer a justiça. Além disso, ele defende que: o corpo é feito de matéria e que o tempo carrega consigo a alma; o corpo induz o caos na alma fazendo com que essa perca a sua função natural, ela se dispersa e que tal conflito destrói a unidade natural da alma, essas almas passam a ser governadas pelo corpo. A injustiça assim se insere na alma, roubando de cada um o que lhe é devido por natureza.Para que convoque a justiça na alma ocorrerá o seguinte:1)um corpo doente pode levar a alma a perdição;2)instaura-se uma virtude na alma,3)o corpo é um obstáculo para o exercício pleno da alma,sendo assim essa pode torná-la dúctil e domesticável.Mas para instaurar uma virtude na alma é preciso que essa exerça suas funções próprias.Em suma,Platão conclui que sem educação efetiva não haverá virtude e tal educação deve envolver principalmente o corpo.A alma em si,seja de quem for a pessoa,é virtuosa por natureza.independentemente de etnia,idade,etc.A Justiça é portanto a condição para que cada virtude específica se realize além de dar a cada um o que lhe é devido;é a garantia de que as coisas sejam o que são.A lei apenas pune o transgressor ,mas não educa.Sendo assim a lei é insuficiente para instaurar a justiça na alma.



Partindo agora pra Aristóteles,a concepção aristocrática da educação funda-se na crença que eleva o indivíduo de alam nobre ao nível dos deuses. Logo, bem nascido, o jovem nobre é virtuoso de direito e sendo assim é a educação que desenvolverá a virtude desses Aristocratas. Se o indivíduo não for nobre é fadado à ignorância. Os sofistas diziam que não havia verdade nas coisas e nem tampouco almas virtuosas. Existia sim um logos no qual na concepção sofística era o que permitia o indivíduo tirar bom partido, ter essa virtude do discurso para entrar no campo político.A virtude seria então voltada para o próprio interesse e não da polis. A dialética junto com a justiça é a grande instauradora da virtude, pois desperta na alma o amor pelas verdades eternas. A dialética visa formar o caráter ético do homem, tendo assim uma investigação rigorosa que torna a alma justa, disciplinando o logos fazendo exercer a sua função própria. A alma no momento em que vai em busca das suas virtudes,acolhe algo que lhe é superior,o BEM,como fonte de todo o ser e o principio de todas as virtudes.







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